Rotina eminente
Já se estão a normalizar as coisas. Dormi horas suficientes, consegui aproveitar a manhã para descansar. Almoçamos restos de vitela que sobrou da oferta dos pais da minha namorada, que no dia anterior nos vieram trazer o almoço.
Recebi postais e 100 euros da Amazon dos meus colegas de trabalho. Os postais digitais eram engraçados e notou-se que se dedicaram a fazer aquilo. Dei banho à cadela. Correu bem, melhor do que o habitual, até. Tomei banho. Vieram senhoras limpar a casa. Recebi uma encomenda, caí nas escadas ao entrar em casa. Fui levar a minha mãe ao autocarro. Comprei salgadinhos do Crystal Palace. Soube-me bem conduzir, devagar. Emocionei-me ao voltar para casa a pensar que os meus colegas foram atenciosos comigo. Soube bem.
Voltei para casa. As senhoras acabaram de limpar. Foram embora. Passou-se tempo. Pedi sushi. Corrigi erros ortográficos dos diários dos dias anteriores. Chegou o sushi. Não veio o camarão panado. Pedi reembolso. Recebi reembolso. Comemos. Vimos o Polígrafo. Fez algum sentido, ao analisar os debates. Agora quando vão ver se uma publicação do Facebook feita por um Zequinha qualquer é verdade ou não… Isso não entendo, é estar a dar credibilidade à diarreia. Não é que não a tenha, agora passar no telejornal já não faz sentido. E o que raio é a pimenta na língua? Porque é que fazem juízos morais sobre a verdade? Deviam ser jornalistas, não catequistas irritados.
Vimos o Ricardo Araújo Pereira. Foi engraçado. Teve muita publicidade. Viemos para a cama. Limpamos o coto umbilical. Eu fiz shhh para o bebé acalmar. Fiz chás. Bebemos chás. Comecei a ler o "waiting for Godot". Não estou a perceber nada. O bebé chorou. Mudámos a fralda. Escrevi no diário. Conto as palavras. Faltam 20. Agora faltam 10. Vou dormir. Estalo os dedos dos pés. O bebé mama.